LX9950, a televisão 3D da LG, acerta na imagem, mas peca no preço
O 3D é a aposta da vez para o cinema, em crise devido à pirataria. Os novos aparelhos de TV, por sua vez, reagem segurando o telespectador em casa com telas finas e enormes e funções multimídia, como acesso à internet.
Com a proposta clara de "cinema 3D em casa", a Infinita LX9500, da LG, disponível em 47 e 55 polegadas, traz todas essas tecnologias de ponta simultaneamente.
LX9500, da LG, no modelo de 55 polegadas; televisor é caro mas conta com ótima imagem
O aparelho é muito fino, com design elegante. Juntamente com a base, a versão 55 polegadas pesa mais de 30 quilos, mas qualquer amigo ou inimigo vai querer ajudar na montagem. A instalação é fácil e o manual, suficiente. Tanto a versão com 47 polegadas quanto a de 55 polegadas exigem um cômodo largo e espaçoso.
O 3D funciona bem, embora se recomendem dois metros de distância da tela. Dois óculos, carregáveis via USB, estão inclusos.
É possível acessar conteúdos do UOL, do Terra e do YouTube, além de fotos no Picasa e previsão do tempo por meio de um receptor de internet sem fio que acompanha o produto. A interface foi simplificada para a TV, facilitando a navegação.
Contudo, a resposta aos controles é muito lenta. Digitar o nome de um vídeo demora, mesmo usando o Magic Motion, controle remoto sensível a movimento que vem junto com a TV.
A LX9500 não para por aí. É Full HD, possui conversor digital integrado, Bluetooth e conexão sem fio para dispositivos externos como DVD ou videogames, entradas USB para reprodução de vídeos, fotos e músicas.
A função de gravar programas da TV digital demanda um HD externo com mais de 40 Gbytes --não teria sido uma má ideia implementar armazenamento interno.
O imenso potencial da LX9500 depende de tecnologias ainda pouco disponíveis no Brasil para ser aproveitado por completo.
CUIDADOS
As imagens tridimensionais oferecem alto grau de imersão, mas é preciso ficar atento à saúde, já que sessões longas podem ser estressantes para os olhos é possível desligar a função a qualquer momento na LX9500. Deve-se também cuidar bem da higiene dos óculos.
(fonte:
CARLOS OLIVEIRA - Folha Online
)
Pais e filhos devem ser "amigos" no Facebook?
Para os pais cujos filhos adolescentes são usuários do Facebook, decidir participar ou não do círculo digital de amizades deles é uma questão difícil.
Cerca de 75% dos pais entrevistados em uma pesquisa da Nielsen disseram ser amigos de seus filhos no popular site de relacionamento, que conta com 500 milhões de usuários ativos. Mas um terço admitiu preocupação por não acompanhar tudo que seus filhos fazem na rede.
Talvez com bom motivo, uma vez que aproximadamente 30% dos adolescentes disseram que, se pudessem escolher, não teriam adicionado os pais como amigos no site.
"A questão familiar número um, pelo menos nas minhas discussões com os pais, é a vida no Facebook", disse Regina Lewis, consultora de consumo na companhia de serviços online AOL, co-responsável pela pesquisa.
"É parte da realidade moderna de criação filhos", acrescentou.
O número médio de amigos por perfil no Facebook é de 130, mas para adolescentes ele pode ser muito maior, segundo Lewis.
"Considero a porcentagem de pais que participam das listas de amigos de seus filhos notavelmente elevada. Ultrapassa os 70%", disse ela, acrescentando que duas vezes mais adolescentes querem excluir sua mãe das listas de amigos, se comparados ao número daqueles que desejam excluir o pai.
Para alguns adolescentes, adicionar os pais como amigos não é questão de escolha. Em 41% dos domicílios os filhos são obrigados a ter seus pais como amigos se quiserem usar o Facebook.
"Para alguns pais, isso é simplesmente básico" disse Regina.
A questão da inclusão em listas de amigos envolve a busca de um equilíbrio delicado entre filhos que buscam maior independência e pais ansiosos por acompanhar o que acontece com eles por questões de segurança.
Em quase metade dos casos, os filhos disseram preferir ser amigos dos pais na rede em modo privado, sem lhes dar opção para publicar comentários.
A Nielsen entrevistou 1.024 pais e 500 filhos com idade dos 13 aos 17 anos em uma pesquisa online. Mais de metade dos adolescentes admitiram não conhecer pessoalmente todos os seus amigos de Facebook e 41% dos pais disseram conhecer menos de metade dos amigos de Facebook de seus filhos.
(fonte:
DA REUTERS, EM NOVA YORK para Folha Online
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