A Amazon concentrou seus negócios apenas em consumidores durante boa parte de sua existência. Agora ela tem uma nova obsessão: desenvolvedores.
A maior rede de comércio on-line do mundo está dando mais atenção às suas relações com desenvolvedores de aplicativos à medida que seu Kindle Fire --e potencialmente outros aparelhos portáteis-- disputam com a Apple e o Google.
Jogos e aplicativos cumprem um papel importante nesse sentido, por isso a Amazon gasta muitos recursos com o objetivo de cortejar essa importante comunidade.
A Amazon vê o Fire como uma maneira de elevar as vendas de seu repertório de conteúdo on-line --de livros a séries de televisão, passando por música. Mas analistas dizem que a empresa também tem em mira o mercado de rápida expansão de aplicativos e jogos para celulares, aumentando a competição com as operadoras de plataformas Apple, Google, Microsoft e Facebook.
A Amazon montou uma equipe, supervisionada por Aaron Rubenson, que trabalha diretamente com desenvolvedores para criar, testar, lançar e anunciar aplicativos e jogos para o Fire.
A Amazon começou a contratar membros dessa equipe antes de lançar o Fire em setembro, mas os esforços de recrutamento aceleraram desde então, de acordo com uma fonte próxima à estratégia da empresa para desenvolvedores que não tem autorização para falar publicamente. Uma porta-voz da Amazon se negou a comentar.
O Google apresentou nesta quinta-feira (26) o serviço de banda larga Google Fiber, prometendo uma velocidade de navegação mais de cem vezes superior à de algumas das melhores companhias tradicionais de telecomunicação e cabo dos Estados Unidos.
"A internet é uma força positiva enorme, e estamos em um beco sem saÃda", disse o vice-presidente financeiro Patrick Pichette, que teve uma posição de destaque no projeto Fiber. Pichette disse que a velocidade de banda larga se estagnou por volta do ano 2000 e que o Google vai deixá-la mais de cem vezes maior.
"Nós do Google acreditamos que não há necessidade de esperar", disse.
A velocidade de download será de quase 1 gigabit (mil megabits) por segundo, de acordo com executivos do Google que estavam na apresentação em Kansas City (Missouri).
O Google investiu na construção de redes de fibra em Kansas City em 2011 após pedido a cidades em 2010 que identificassem regiões que estariam interessadas em fazer parte do projeto.
O Google informou, ainda, que vai lançar o serviço de internet apenas com velocidade de 1 Gbps e armazenamento em nuvem de 1 terabyte por US$ 70 ao mês.
O Google comprou a empresa fabricante do aplicativo de e-mail Sparrow, que tem versões para iPhone e Mac.
Em um comunicado publicado hoje, o executivo-chefe do Sparrow, Dom Leca, afirmou: "Agora, estamos nos integrando à equipe do Gmail para levar a cabo um projeto maior --um projeto que nós achamos que podemos cumprir melhor com o Google".
O Sparrow, que atualmente custa US$ 2,99 na App Store, é um cliente voltado para contas em serviços como Gmail, Hotmail, iCloud, Yahoo!, AOL e Mobile Me.
Ele tem várias facilidades na interface, como a possibilidade de deslizar blocos de mensagens para marcá-las ou deletá-las.
A compra da empresa e a integração da equipe do Sparrow pode ajudar o Google a aprimorar seu aplicativo para iPhone, cuja versão atual tem três estrelas de cinco na App Store.
A partir do próximo domingo, 34 milhões de usuários de celulares com DDD 11 de 64 municÃpios de São Paulo terão um nono dÃgito acrescido a seus números de telefone.
Esse grupo inclui a cidade de São Paulo e os municÃpios da região metropolitana.
A inclusão do dÃgito nove à frente dos atuais números é uma medida da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ampliar as possibilidades de numeração nesses municÃpios.
Segundo a agência, a quantidade de usuários de serviço móvel ativos na região está próxima do limite de combinações possÃveis atualmente, de 44 milhões. Com mais um dÃgito, serão 90 milhões de possibilidades.
A mudança atinge clientes de todas as operadoras, com exceção da Nextel.
Haverá um perÃodo de transição para que os usuários se adaptem.
A troca dos números na agenda telefônica, porém, é de responsabilidade do usuário. Para donos de smartphones, já existem aplicativos que prometem fazer a mudança automaticamente.
Para Eduardo Tude, consultor da Teleco, a implantação do dÃgito é um processo complexo para as empresas.
A mudança exige adaptações nos sistemas que identificam e encaminham as chamadas dentro dos servidores das operadoras.
"É algo comparável à preparação para o inÃcio da portabilidade, em 2009", diz Tude.
Os investimentos das empresas no processo devem superar R$ 300 milhões.
A Suprema Corte do Canadá decidiu ontem que compositores e gravadoras não devem receber pelos direitos de execução de músicas baixadas na internet. A decisão contrariou os interesses de artistas e foi favorável aos de empresas de telecomunicações.
O tribunal decidiu também que as amostras de músicas em lojas on-line --como iTunes, da Apple-- não infringem as leis de direitos autorais e não resultam no pagamento de taxas. Já a música tocada em streaming (sem necessidade de download) continua tendo de ser paga.
As decisões são "definitivamente boas para os provedores de serviços de internet e ruins para compositores e detentores de direitos autorais", disse David Donahue, especialista em direitos autorais do escritório de advocacia Fross Zelnick Lehrman & Zissu, de Nova York, que não estava envolvido no processo.







