As oportunidades de aplicação de Big Data, Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados já impactam a área de saúde, não apenas na assistência aos pacientes. O segmento vem se modernizando e busca novos recursos e formas de otimizar
processos, reduzir custos e melhorar planejamentos.
Ainda existe, no entanto, obstáculos éticos -- como a confidencialidade sobre doenças e tratamentos oferecidos -- e técnicos que atrasam a evolução da adoção de métodos de IA em hospitais e em polÃticas de saúde pública. Em paralelo,
interesses econômicos podem comprometer o compartilhamento de informações. Um exemplo prático são os prontuários eletrônicos, aos quais os pacientes têm apenas acesso a cópias.
Neste caso, as informações contidas neles são do paciente ou do hospital? As unidades de saúde podem vendê-las para empresas interessadas em fazer estudos e análises?
A diferença na estrutura e compartilhamento dos dados coletados em hospitais e clÃnicas médicas dificultam o uso de ferramentas de análise e algoritmos de Machine Learning. Mas ainda existem alternativas para reduzir o impacto das
barreiras técnicas e acelerar novos projetos, como as bases de dados que já são utilizadas amplamente em provas de conceito e protótipos de projetos de Inteligência Artificial.
Bases de dados nacionais e internacionais
No Brasil, o DATASUS, coletado pelo departamento de informática do Sistema Único de Saúde (SUS), tem como objetivo fomentar análises relacionadas à qualidade da saúde pública e servir como suporte em tomadas de decisões e na elaboração
de programas no setor propostos pelo governo. Nele, existem referências sobre mortalidade e sobrevivência de pacientes, monitoramento de doenças infecciosas, acesso a serviços, atenção dada aos cidadãos, qualidade de vida e fatores
ambientais.
A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) desenvolveu uma plataforma de ciência de dados que facilita o acesso e a análise das referências que compõem o DATASUS, a Plataforma Brasileira de Ciência de Dados para Saúde. Com a estrutura de Big Data
oferecida, é possÃvel realizar observação visuais, minerar os dados do DATASUS e gerar modelos que podem ser aplicados de diferentes maneiras, como nas tomadas de decisões administrativas, em estudos e na otimização de processos em
ambientes clÃnicos.
Nos Estados Unidos, o MIMIC, uma base de dados eletrônica de pacientes hospitalizados na UTI do Beth Israel Deaconess Medical Center, consolidou mais de 60 mil registros. Apesar de conter particularidades de milhares de pessoas, os
cientistas responsáveis por sua publicação tiveram a cautela de mascarar nomes, identificações e datas relativas aos cuidados oferecidos. Além disso, contém minúcias como admissões, altas, estadas, serviços prestados e transferências.
Como forma de oferecer o suporte completo a possÃveis interessados, há informações sobre procedimentos, diagnósticos e testes clÃnicos realizados.
*Gabriel Dias é PhD em Internet das Coisas (IoT) e Cientista de Dados Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados.
Tecnologia na saúde
Foto: ra2studio/Depositphotos / Canaltech
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara (CCTCI) dos Deputados recebeu, na última semana, o projeto de lei 7182/2017, que pretende proibir definitivamente a aplicação de limites à banda larga doméstica. Na
última quinta-feira (07), o deputado Domingos Neto (PSD-CE) foi apontado como relator da proposta.
Banda larga
Foto: Canaltech
O PL, já aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor, deseja alterar o Marco Civil da Internet e firmar regras mais claras contra a imposição de limites na banda larga doméstica. O movimento nesse sentido aconteceu em 2016, quando
operadoras de telefonia tentaram aplicar à internet fixa os mesmos parâmetros que já existem nas conexões móveis, que têm utilização limitada a um determinado volume de acesso.
A ideia foi freada no mesmo ano quando a Anatel, após apresentar uma defesa da proposta junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, se viu pressionada a aplicar uma proibição dos limites. Essa imposição,
entretanto, é temporária e, de tempos em tempos, o assunto volta a ser discutido por meio de declarações de sindicatos das empresas de telecomunicações ou empresários e polÃticos partidários à proposta.
É justamente para solidificar essa proposta que o senador Ricardo Ferraço apresentou o projeto de lei 174/2016, que altera o Marco Civil da Internet. Aprovado em março deste ano, o PL segue na Câmara dos Deputados para avaliação. Em
junho, recebeu parecer favorável da Comissão de Defesa do Consumidor e, agora, segue para mais análises na CCTCI.
A previsão, entretanto, é que uma aprovação seja dada somente no inÃcio do ano que vem. Resta, também, a avaliação pela Comissão de Justiça e Cidadania para que o projeto de lei possa seguir para votação final na Câmara dos Deputados e,
caso siga sem alterações ou novos pedidos de avaliação, irá direto para a mesa da presidência da república para ser sancionada.
Telecoms são contra
O setor de telecom se posiciona contra a proposta. Na visão de sindicatos e associações do setor, a proibição dos limites na banda larga doméstica engessa o setor e impede a realização de investimentos, uma vez que as companhias do
segmento precisam se preocupar mais com a manutenção da infraestrutura "mal utilizada" do que com melhorias e avanços.
Entretanto, a ideia do senador Ricardo Ferraço, autor da proposta, é de que a imposição de limites afetará, principalmente, a população de baixa renda. Essa parcela faz grande uso de redes sem fio gratuitas, que poderiam ser
completamente extintas caso exista um teto de uso de dados - ou se tornariam caras demais para seus administradores, o que, basicamente, geraria o mesmo reflexo.
O parecer da população também parece seguir no sentido contrário das alegações das telecoms, de que as limitações resultam em pacotes mais baratos e otimizados. A ideia, entretanto, é que a necessidade de compra de extensões de franquia,
ou planos sem limite, tornaria todo o ecossistema ainda mais caro, principalmente, para empresas ou negócios que dependam de uma conexão constante.
O Mailing - abreviação de mailing list, em inglês - é um banco de dados que reúne informações de perfil pessoal e comportamental de potenciais consumidores. Hoje, com a evolução tecnológica e o surgimento de novos modelos de negócios,
para obter sucesso no concorrido cenário socioeconômico brasileiro, é imprescindÃvel construir um mailing e usá-lo a seu favor para manter o cliente com sua marca em mente e fazer com que ele realize novas compras por meio da oferta de
lançamentos ou de promoções.
Para isso, é essencial atuar na melhoria constante das informações obtidas. Sendo assim, confira 4 ações que podem aprimorar a qualidade dos seus dados:
1. Mantenha uma base atualizada
O seu banco de dados deve ser frequentemente abastecido. Afinal, as informações reunidas devem ser úteis e atuais, garantindo que seja possÃvel realizar contato com seu cliente sempre que necessário. Para isso, existem ferramentas de
atualização em massa que podem ser adotadas para automatizar e agilizar o processo, mantendo o consumidor em foco.
2. Conheça seu consumidor
Para aprimorar os dados do público, é fundamental monitorar o comportamento dele em seu negócio. O que e quando compra, o que precisa, quando e em que momento precisará de novo são referências que devem ser acompanhadas a partir do
perfil do target da sua empresa. Assim, é possÃvel definir estratégias de comunicação e de engajamento capazes de fazer com que o cliente lembre de sua marca, potencializando as chances de recompra.
3. Saiba se comunicar
Desenvolver uma boa campanha de comunicação, sempre que possÃvel, que atue diretamente com os clientes da base, é fundamental. Seja por telefone, por e-mail ou notificações push. Dessa forma, o feedback do público garantirá assertividade
na comunicação, gerando uma quantia maior de vendas.
4. Mailing qualificado
É possÃvel estabelecer qual o perfil do seu público ao seguir seguintes passos: manter a base atualizada, conhecer seu target e elaborar boas campanhas de comunicação. A partir disso, pode-se adquirir novos clientes ao seguir o padrão
apresentado pelos consumidores atuais do negócio.
*Rafael Albuquerque é diretor comercial da Unitfour, empresa brasileira referência em fornecimento de dados para as áreas de cobrança, call centers, risco, crédito, antifraude, CRM e marketing
aquisição
Foto: DepositPhotos / Canaltech
Imagine-se em um local com grande movimentação de pessoas, como um aeroporto ou um estádio de futebol. Não importa aonde você vá, alguma câmera estará apontada para você, certo? E não importa para onde você olhe, seguranças estarão
atentos a qualquer comportamento atÃpico que possa significar um ataque terrorista, o inÃcio de uma briga entre torcidas rivais ou mesmo que algum acidente está prestes a ocorrer. Essa invasão da nossa privacidade se justifica através
dos altos Ãndices criminais relacionados à violência urbana. Todos os dias, milhares de imagens de câmeras de segurança são vistas por milhares de profissionais da área de defesa, o que consome grandes recursos.
Minority report
Foto: divulgação / Canaltech
Entretanto, o iCetana promete diminuir os custos das atividades de fiscalização por câmeras ao promover uma tecnologia em que a inteligência artificial é capaz de identificar e sinalizar comportamentos atÃpicos que possam resultar em
perigo sem a necessidade de tantas pessoas sendo pagas para vigiar câmeras de segurança uma a uma.
O sistema consegue identificar qualquer movimentação que destoe do habitual e enviar notificações à equipe de segurança para que os prováveis perigos sejam averiguados. Com o que os desenvolvedores do iCetana chamam de insights
proativos, é possÃvel prevenir que crimes e acidentes ocorram por haver tempo hábil para agir antes que de fato aconteçam, como no enredo do filme Minority Report .
No site do software, há a informação de que o iCetana está disponÃvel para uso em campi universitários, instituições governamentais como tribunais, transportes públicos, shoppings e centros urbanos. Também diz que o sistema já foi
implementado com sucesso junto a clientes do Oriente Médio, Europa, Américas, Sudeste Asiático e Australia. É possÃvel, através do site, entrar em contato com os responsáveis pela tecnologia para perguntar detalhes da implementação do
sistema, que já está disponÃvel para comercialização.
"O que o iCetana faz de diferente é detectar uma grande variedade de eventos, sem a necessidade de especificar quais tipos devem ser apontados ou fazer qualquer tipo de programação. Nós nos sentimos mais bem equipados que nunca para
lidar com desafios na segurança. Ele transformou nossa abordagem de fiscalização", alega um dos clientes do iCetana.
Resta saber se, no Brasil, a criação seria de grande utilidade. Em um paÃs que carrega grandes Ãndices de violência urbana, a substituição de uma mentalidade cheia de preconceitos sobre a criminalidade por um sistema que enxerga ações
sem levar em conta a aparência do indivÃduo pode ser um avanço não apenas na área de prevenção de crimes, mas também no que tange os Direitos Humanos.
Não é de hoje que a tecnologia está mudando a maneira como o consumidor interage com as marcas. Para o setor varejista, muitas das inovações que constantemente são desenvolvidas merecem um olhar mais cuidadoso, pois podem representar
interessantes oportunidades de negócio.
O advento dessas novas tecnologias, impacta o dia a dia das pessoas a todo momento e, consequentemente, altera a forma como elas consomem. Se antes a preocupação dos lojistas era vender, hoje encaramos um desafio muito maior, que é
oferecer a melhor experiência de compra.
Nesse universo multicanal o varejo não tem outra opção senão compreender o comportamento do cliente e avaliar algumas variáveis: quando, como, porque e onde os consumidores fazem suas compras. Também considero importante interpretar
influências que pesam na decisão de compra e na escolha do canal, além de maneiras para prever a demanda.
E é aà que a tecnologia se torna uma grande aliada, as lojas fÃsicas se tornam cada vez mais atraentes, principalmente ao utilizar soluções interativas que mesclam vendas e entretenimento, proporcionando uma melhora significativa na
experiência de compra. Por outro lado, o mercado tem sentido um crescimento expressivo nas vendas online.
Segundo a pesquisa Total Retail 2017, desenvolvida pela PwC, uma das maiores empresas de auditoria e serviços profissionais do mundo, o Brasil utiliza mais os dispositivos móveis que nos outros paÃses: 53% dos brasileiros pesquisam
produtos online, enquanto a média mundial é de 44%.
Para atender esse nicho, a tecnologia é aplicada de diversas formas, como por exemplo, aplicativos que permitem ao cliente escolher o que deseja consumir antes mesmo de chegar ao local, compras por leitura de QR Code e tecnologias tap
and go, para pagamentos sem contato. E é possÃvel explorar ainda mais oportunidades, uma vez que o usuário conectado também consome conteúdo por meio da internet.
E ele ao mesmo tempo que assiste uma série ou filme, também pode ser impulsionado a consumir. Por meio do T-Commerce é possÃvel oferecer ao telespectador uma plataforma que, com apenas um clique, permite comprar os produtos exibidos nos
programas sem ter a necessidade de sair do canal ou do conteúdo que está assistindo.
Apesar de ser algo novo e desconhecido por muitos, essa pode ser uma ferramenta e oportunidade para que os e-commerces, junto com as empresas, sejam elas emissoras, serviços de streaming, lojas virtuais e produtores de conteúdo
independente, maximizem sua receita.
É claro que algumas tecnologias tendem a demorar um pouco mais para serem assimiladas pelos consumidores e até pelo próprio mercado, mas é importante ter em mente que lÃderes de setor surgem e tendências são ditadas a partir do momento
em que se arriscam. Vale reforçar que atualmente a palavra-chave é inovação e investir em novas tecnologias ou soluções melhoradas pode ser o salto para se destacar em um mercado que está em constante mudança e cada dia mais competitivo.
E aÃ, o que você está esperando para inovar?
*Anselmo Martini é Vice-Presidente de Marketing Global do grupo CinemallTec, responsável pela plataforma Cinemall.
Loja computador
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