Com a lista do material escolar em mãos desde antes das férias, pais e filhos encheram a matriz da Armarinhos Fernando na quinta-feira (3). Para eles, é mais fácil encontrar produtos com preços menores na 25 de Março e a variedade é maior.
A comerciante Antonia Aguiar, 37 anos, diz que já está acostumada a comprar o material escolar no centro comercial. Nas contas dela, é a oitava vez que vai às compras lá.
A filha Samira, que tem dez anos de idade e foi para o 6º ano da escola, fez questão de ajudar a mãe a escolher o material que ela prefere.
Já para Daniela Abreu, 37, era a primeira vez na 25 de Março. Ela veio com o marido da cidade de Itaúna, em Minas Gerais, com três listas de compras. Os filhos têm 16, oito e seis anos.
"Estamos visitando os parentes e resolvemos vir fazer compras", disse Abreu, satisfeita com os produtos que enchiam o carrinho de compras.
Com o crescimento da mobilidade e das redes sociais, a "web analytics", ou análise de dados coletados na internet, está se sofisticando e exigindo estratégias específicas das empresas para transformar informações em negócios.
Segundo dados do Google, 16% dos termos de busca utilizados diariamente são novos. Além disso, a média de palavras usadas por pesquisa aumentou nos últimos anos, de 2 para 4 a 5 palavras.
Por fim, há o fenômeno da mobilidade: as pesquisas realizadas por meio de aparelhos móveis cresceram 30 vezes nos últimos dois anos.
"As pessoas estão usando a busca de uma forma mais inteligente", diz Justin Cutroni, especialista em análise de dados do Google, em entrevista à Folha. "Isso é um desafio para as empresas."
DESCONHECIMENTO
Segundo Cutroni, muitas companhias ainda não sabem utilizar os dados colhidos na internet sobre suas marcas e seus produtos.
"Muitas empresas simplesmente medem seus dados, sem saber qual objetivo ou qual métrica é a mais adequada para seu negócio --se é receita, se é número de acessos", diz.
Apesar disso, ele acredita que o Brasil tem se destacado na adoção de estratégias de negócios a partir da análise das informações do universo digital.
"Em diferentes setores, a internet está se tornando um iniciador para o consumo. No Brasil, cerca de 60% dos usuários fazem pesquisas na web antes de comprar um produto no meio físico", afirma o especialista do Google.
CORRETORES NOTURNOS
Na construtora Tecnisa, uma análise mais detalhada da variação do tráfego em seu site levou à criação de um novo serviço.
Em 2006, a empresa detectou que recebia um volume alto de visitantes entre as 19h e a meia-noite, quando não possuía atendentes on-line. Do total de acessos diário à página, 17% ocorriam nesse intervalo.
Diante do diagnóstico, que incluiu a análise do perfil dos usuários do site nesse período, a construtora decidiu por ampliar o serviço de corretores on-line até a meia-noite.
"Um ano depois de iniciar o horário estendido, houve um aumento de 27% nas receitas on-line da empresa", diz Denilson Novelli, gerente de e-business da Tecnisa.
A companhia mantém uma unidade de negócios exclusiva para vendas on-line, que hoje representam 40% da receita.
"O monitoramento dos dados é feito numa base diária e tem nos ajudado a saber, com velocidade, o que está dando certo, o que não está e assim fazer testes e mudanças", afirma Novelli.
Cerca de 33% das marcas globais de consumo passarão a oferecer a opção de realizar pagamentos em seus aplicativos para dispositivos móveis até 2015, segundo levantamento feito pela consultoria Gartner. Os segmentos com maior propensão para aderir a essa tendência são varejo, vestuário, comida e bebida, supermercados e entretenimento.
Segundo Sandy Shen, diretor de pesquisas da Gartner, muitas marcas lançaram aplicativos focados em oferecer informações sobre produtos, pontos de vendas e ofertas. Ainda é baixo o número de companhias que incluíram a função de pagamento nos aplicativos.
"Os aplicativos das marcas deveriam ser bons para realizar compras primeiramente. O próximo passo é pensar no pagamento", disse Shen.
Segundo o executivo, a tendência é que os consumidores prefiram usar aplicativos que tragam diversas marcas em um só lugar. Isso torna ainda mais difícil a missão das companhias de criar softwares que consigam competir de igual para igual com os aplicativos de múltiplas marcas.
As bonecas da linha Monster High e o personagem Buzz Lightyear, o astronauta da série Toy Story, passaram de objeto de desejo das crianças a uma dor de cabeça para os adultos que deixaram as compras de Natal para a última hora.
Os brinquedos são parte de uma lista que está em falta em diversas lojas de shoppings e do comércio de rua da capital paulista.
A restrição nos estoques também ocorre em itens como a Galinha Pintadinha, a Casa da Barbie e alguns bonecos da novela Carrossel.
"No caso da Monster High, o nosso estoque acabou em outubro e não houve reposição", afirmou uma funcionária da PBkids do shopping Metrô Santa Cruz (zona sul).
O produto faltava em outras dez lojas ouvidas pelo "Agora".
No entanto, o consumidor ainda encontra com facilidade as tradicionais bonecas Barbie e os carrinhos de controle remoto.
A Mattel, da Monster High, disse que acompanha de perto os casos de diminuição do estoque para garantir que os itens sejam repostos em pouco tempo.
O divertido site Google60, criado pelo desenvolvedor Norbert Landsteiner, “emula” um buscador ao estilo “ Mad Men” –enlatado que se situa cronologicamente no começo dos anos 60–, como o próprio desenvolvedor define.
A introdução dos termos da consulta –que pode ser feita por meio do teclado ou com o mouse, pressionando os caracteres de uma máquina de escrever virtual– deve ser meticulosa: um erro e o “papel” será descartado, forçando o recomeço.
Quando acontece um erro na busca, você lê:
“MENSAGEM RECEBIDA: cota excedida. Por favor visite http://code.google.com/apis/websearch.
LEGÍVEL PARA HUMANOS: Mountain View, temos um problema [Mountain View, we have a problem, no original].”
As animações e o layout do site são outros pontos fortes. Se você tiver tempo e paciência suficientes para substituir sua plataforma de buscas principal, que é provavelmente o Bing, pelo Google60, sem dúvida atrairá mais olhares dos colegas de trabalho.







