O MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York) anunciou, nesta quinta-feira (29), que adquiriu uma seleção de 14 games que farão parte de um acervo permanente. A decisão ecoa os argumentos dos defensores da classificação dos games como obras e plataformas de arte.
Jogos como "Pac-Man" (1980), "Tetris" (1984) e "Portal" (2007) estão entre os tÃtulos escolhidos pela curadora do MoMa, Paola Antonelli. "Games não são apenas arte, mas também design. Nosso critério de escolha passa pelo visual dos games, mas também por outros aspectos, como elegância do código do jogo", disse Antonelli, em post no blog do Museu.
Primeira versão do famoso game de encaixe de peças "Tetris", criado por Alexey Pajitnov em 1984
O MoMa exibirá os 15 games a partir de março de 2013 na galeria Philip Johnson, onde o público poderá jogar e até receber "visitas guiadas" a mundos virtuais de jogos complexos, como é o caso de "Dwarf Fortress" e "EVE Online".
O MoMa pretende adquirir outros jogos para a coleção permanente, como "Minecraft" (2011) e "Street Fighter 2" (1991), para ampliar a coleção em cerca de 40 tÃtulos em um "futuro próximo".
As vendas da Black Friday no varejo on-line dos EUA superaram o US$ 1 bilhão pela primeira vez em 2012 este ano, informou neste domingo (25) a comScore, com cada vez mais consumidores utilizando a internet para fazer suas compras de fim de ano.
As vendas na internet cresceram pelo menos 22% ante os R$ 816 milhões de vendas no mesmo dia do ano passado.
O e-commerce representa menos de 10% dos gastos de consumo nos EUA, mas está crescendo fortemente porque os compradores são atraÃdos por preços baixos, conveniência, transporte rápido e grande variedade.
A ShopperTrak, que registra o movimento em lojas fÃsicas de varejo, estimou vendas da Black Friday de US$ 11,2 bilhões --queda de 1,8% ante 2011.
"O on-line foi cerca de 9% do total das vendas, mas pode passar de 10% pela primeira vez nesta temporada", disse Scot Wingo, chefe-executivo da ChannelAdvisor, que ajuda os comerciantes a venderem mais em sites como a Amazon e o eBay.
A comScore espera que os gastos de varejo on-line subam 17% ao longo da temporada de férias, para US$ 43,4 bilhões, acima do aumento de 15% da última temporada e da expectativa de 4,1% do setor de varejo nos gastos gerais.
Qual o impacto das redes sociais na vida das pessoas? Elas nos aproximam ou nos afastam?
A discussão, que mobiliza acadêmicos desde que Orkut e Facebook se tornaram populares, ganhou novos capÃtulos recentemente, com o lançamento de dois livros de teorias opostas.
De um lado estão o sociólogo Barry Wellman, da Universidade de Toronto, e Lee Rainie, diretor do instituto Pew. Eles são autores de "Networked: The New Social Operating System" ("Em Rede: O Novo Sistema Social", sem edição em português), no qual defendem que esses sites são elementos de união.
Do outro lado, Andrew Keen, historiador, empreendedor pioneiro do Vale do SilÃcio e autor de " Vertigem Digital" (Zahar, R$ 44,90), no qual procura explicar por que as redes sociais estão "dividindo, diminuindo e desorientando" seus usuários.
"REVOLUÇÃO TRIPLA"
Wellman e Rainie recorrem a pesquisas sobre o uso de tecnologia nos EUA, produzidas pelo instituto Pew, para argumentar que a sociedade está ficando mais integrada por três fatores, que eles definem como "revolução tripla".
O primeiro, do qual a web é peça-chave, é a substituição de grupos sociais coesos por redes interligadas entre si por vários indivÃduos.
"No passado, as pessoas tinham cÃrculos sociais pequenos, fechados, nos quais familiares, amigos próximos, vizinhos e lÃderes comunitários formavam uma rede de proteção e ajuda", escrevem os autores. "Este novo mundo de individualismo conectado gira em torno de grupos mais soltos e fragmentados que oferecem auxÃlio."
Segundo eles, completam essa "revolução" o aumento do acesso à banda larga e o uso disseminado de smartphones e tablets.
"Dizem que as redes sociais desagregam, mas não há nenhuma evidência sistemática de que isso esteja, de fato, ocorrendo", afirma Wellman, em videoconferência com a Folha.
PRISÕES DE LUXO
Já Andrew Keen utiliza como alegoria de sua tese uma prisão do castelo de Oxford que foi transformada em hotel cinco estrelas. Nela, um átrio central permitia que todos os prisioneiros fossem vigiados --hoje, as antigas celas viraram quartos luxuosos.
Para ele, assim são as redes sociais: parecem hotéis cinco estrelas, mas não passam de cadeias em que um preso vigia o outro constantemente. "Muito da minha conclusão foi derivado do meu próprio uso de redes sociais", afirma, por e-mail.
O uso que fazemos das redes sociais, diz, serve para nos manter ligados a nossas identidades virtuais, o que nos faz deixar de lado as reais.
Para Keen, uma frase de Sherry Turkle, professora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), resume sua opinião: "Entramos em rede porque estamos ocupados, mas acabamos passando mais tempo com a tecnologia e menos uns com os outros".
AS REDES EM USO
273
é o número médio de amigos que os brasileiros têm em redes sociais
91%
dos brasileiros com acesso à internet têm perfis em alguma rede social
69%
dos adultos que usam internet nos EUA têm perfis em redes sociais
92%
é para quanto sobe a porcentagem entre a população de 18 a 29 anos
A 6ª edição do MediaOn, seminário internacional de jornalismo on-line, acontece este ano em paralelo ao 4º Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural.
Os eventos, gratuitos, vão debater, de 4 a 7 de dezembro no Itaú Cultural, em São Paulo, a comunicação no século 21 e como o novo jornalista se comporta diante dos fenômenos causados pelas redes sociais e pela mobilidade.
Entre os participantes do MediaOn, estão Philip DeBevoise, fundador do Machinima, que falará na abertura do evento sobre a próxima geração de empresa de mÃdia.
A Copa de 2014 será tema do painel "O jogo da informação na Copa do Mundo", com os jornalistas Juca Kfouri (Folha), Bob Fernandes (Terra Magazine), Walter de Mattos Jr. (Lance!) e Andrew Jennings (Transparency in Sports).
A influência da tecnologia na produção, distribuição e customização de conteúdos será tema do painel com Burt Herman, CEO do Storify e fundador do Hacks/Hackers, e Carmela RÃos, vencedora do Prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset 2012.
Outros destaques são Amy Mitchell (Project for Excellence in Journalism), que estará no painel "Mobile: qual o futuro da notÃcia?", e Guilherme Glezer (Nike), que debaterá "A nova realidade da publicidade: como o meio e a mensagem estão se adaptando ao novo contexto digital".
JORNALISMO CULTURAL
Já o 4º Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural vai abordar a cultura de rede e o papel do editor de jornalismo cultural nesse contexto, considerando a abundância de informação na internet, comunicação direta com o público.
Entre os palestrantes previstos, estão Gumersindo La Fuente, Javier Celaya, Giselle Beiguelman, Barbara Heliodora, Rodrigo Savazoni, Espern Aarseth e Armando Antenore, além dos cantores Emicida e Lobão
O seminário é aberto a jornalistas, profissionais de mÃdia e publicidade, executivos, pesquisadores e estudantes e será transmitido ao vivo pelo Terra na web, em celulares e tablets.
Os dois encontros são promovidos pelo Terra e pelo Itaú Cultural, com apoio da ONA (Online News Association). Para se inscrever, basta mandar um
e-mail. Para mais informações, acesse o site do Media On 2012.
A Apple confirmou o inÃcio da operação de sua rede própria de lojas e a primeira será instalada no Rio de Janeiro. O endereço ainda não foi divulgado.
Na última segunda-feira (14), a companhia abriu vagas para empregar profissionais em 12 ocupações relacionadas ao varejo.
"Aguardamos ansiosos pela abertura da primeira Apple Store no Brasil, onde já temos clientes de longa data e esperamos conquistar muitos outros a cada dia", afirmou a Apple em comunicado.
Dentre as funções, estão as dos chamados "genius", atendentes altamente especializados nas peculiaridades dos produtos da companhia que circulam pela loja.
As revendedoras oficiais no mercado brasileiro são as redes a2you, iTowns e iPlace, que seguem o modelo de Apple Shop --loja gerenciada por terceiros seguindo padrões visuais e de atendimento estipulados pela Apple.
"Mal podemos esperar para oferecer a experiência única de varejo da Apple à s pessoas do Rio de Janeiro e aos clientes de toda região." Além do Rio, as vagas também contemplam uma possÃvel loja em São Paulo.
A empresa não informou, no entanto, quando ocorrerá a abertura nem quais produtos serão vendidos. O recém-lançado iPhone 5 ainda não é vendido no Brasil.
(HELTON SIMÕES GOMES)







