Os vencedores do prêmio Melhores da Twittosfera --que faz parte do festival youPIX, sobre cultura de internet-- foram anunciados na noite desta sexta-feira (19). O prêmio elege os melhores perfis e fenômenos do Twitter no Brasil em diversas categorias no decorrer do último ano. A escolha dos indicados e dos vencedores foi feita pelo público via internet, exceto na categoria #FF do Ano.
A usuária @vividantasgp ganhou nas categorias Avatar do Ano, Twitcam do Ano e Musa do Ano.
O "lingerie day", fenômeno em que tuiteiros postam fotos com roupas íntimas, ganhou na categoria Day do Ano. O perfil @victoroliveira ganhou o prêmio de twitpic do ano com a montagem fotográfica "Justin Bieber no Lingerie Day".
O perfil @pedreiro_online ganhou os prêmios Melhor Nome de Arroba, Twitter Anônimo do Ano e Muso do Ano.
Na categoria Hashtag do Ano (hashtag é uma etiqueta precedida do símbolo "#" usada para definir assuntos no Twitter), ganhou "#sandyfazanal". O fenômeno dos pôneis malditos foi eleito o Trending Topic do Ano.
Um tuíte do usuário @toshii_ ganhou na categoria RT do Ano.
A categoria #FF do Ano ("#FF", ou "follow friday", é uma hashtag que os usuários do Twitter usam para indicar perfis) foi decidida ao vivo por um júri, com a ajuda da plateia presente. Ganhou a usuária @Deeercy, que no discurso de premiação disse que o Twitter transformou sua vida.
Os prêmios para cada vencedor eram uma estatueta e uma mochila.
O comércio eletrônico, também conhecido como "e-commerce", deve faturar R$ 18,7 bilhões, resultado que não contabiliza a movimentação gerada pelas compras coletivas.
Essa é a estimativa divulgada durante seminário da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) com especialistas do setor realizado na manhã desta quinta-feira.
Entre os anos de 2001 e 2009, as compras utilizando a rede registraram expansão de 2080% em comparação com os 293% apresentados pelo comércio tradicional.
O presidente do Conselho de TI para assuntos de e-commerce da Fecomercio, Pedro Guasti, disse que "quatro milhões de pessoas fizeram a primeira compra on-line" em 2011 e destacou que 61% delas são da classe C.
O crescimento dos chamados "e-consumidores" continua sua trajetória ascendente no Brasil. Entre os anos de 2007 e 2010, a quantidade de compradores virtuais saltou de 9,5 milhões para 23 milhões, sendo que a expectativa para este ano é chegar aos 32 milhões de clientes virtuais.
COMPRAS COLETIVAS
Outra atividade que colaborou para a impulsão das transações virtuais foram as compras coletivas. O primeiro site do segmento começou a operar em março de 2010, e, menos de um ano e meio após a chegada do serviço, os resultados foram surpreendentes.
"Em agosto do ano passado, o mercado vendia mais ou menos R$ 4 milhões. Em novembro, vendeu R$ 42 milhões e, no mês passado, chegou a R$ 108 milhões", afirmou o presidente do ClickOn, Marcelo Macedo, durante o evento.
Com o crescimento contínuo do comércio virtual e das compras coletivas, foi criada uma nova vertente de atuação para empresas que integra as redes sociais e o comércio eletrônico. "O social commerce é um componente da gestão de relacionamento do cliente, e não apenas um canal de venda", explicou o gerente de e-business da Tecnisa, Denilson Novelli.
O Rdio, serviço de música on-line que disponibiliza milhões de canções de diversas gravadoras para escuta imediata e ilimitada por meio de planos mensais de pagamento, será lançado no Brasil no dia 1º de novembro.
Haverá dois planos. O mais barato, para escutar músicas só em computadores pessoais, no desktop ou no navegador, custará R$ 8,99 por mês. O outro plano, a R$ 14,90, será para quem quiser ouvir o acervo também em aparelhos móveis. Em ambos, o usuário poderá ouvir todo o acervo de forma ilimitada, sem pagar individualmente pelo que escuta.
O Rdio (em inglês, pronuncia-se o nome da letra R seguido de "dio" --algo próximo de "ar-diou"), baseado em streaming (reprodução imediata on-line), chegará ao país em parceria com a Oi, e será chamado no Brasil de Oi Rdio.
A versão brasileira do Rdio terá 12 milhões de músicas, no início. Roberto Guenzburger, diretor de produtos móveis da Oi, diz que o acervo brasileiro terá um "sabor mais local", mas incluirá grande parte do acervo dos Estados Unidos, trazendo músicas de gravadoras como Warner, Sony e Universal.
O site brasileiro do serviço já está no ar, em versão beta (de testes), mas ainda não é possível se cadastrar no Brasil.
A partir do dia 1º, os brasileiros poderão testar o serviço de graça por uma semana. O teste será na versão mais completa (de R$ 14,90), que inclui a possibilidade de ouvir o acervo em aparelhos móveis.
Não será necessário ser cliente da operadora Oi para ter o serviço. Guenzburger diz, no entanto, que clientes da Oi terão ofertas especiais para o Rdio. "A grande expectativa é ter uma penetração dentro da nossa base de usuários. É um serviço que atrai e fideliza o cliente."
Aplicativos para iPhone, Blackberry, Android e Windows Phone 7 estarão disponíveis em breve para o público brasileiro, mas só poderão ser usados por quem tiver o serviço de R$ 14,90.
O serviço para computadores pessoais, a R$ 8,99, poderá ser usado no próprio navegador ou por meio de um programa para desktop.
O Rdio também tem um modo off-line, que permite que músicas que o usuário sincronizou com seus aparelhos sejam reproduzidas sem necessidade de conexão à internet --com a ressalva de que dentro do próprio aplicativo.
Há uma ferramenta social interna no Rdio, com que é possível, por exemplo, compartilhar playlists com amigos. Ele também tem integração com o Facebook.
PRIMEIRO NO BRASIL
Serviços de música on-line do tipo --que permitem escutar de forma ilimitada, por meio de planos mensais, um acervo robusto de diversas gravadoras, sem necessidade de aquisição individual de faixas e álbuns-- já são comuns nos Estados Unidos e na Europa
O primeiro nessa linha que chega ao Brasil é o Rdio. Por enquanto, só está disponível nos EUA e no Canadá. Nos Estados Unidos, concorre com serviços como o Spotify, que tem uma versão gratuita, sustentada por propagandas.
O Rdio foi fundado Niklas Zennström e Janus Friis, os criadores do Skype.
O preço dos produtos à venda em sites da internet subiu 0,7% em outubro, após dois meses de índices negativos em agosto e setembro. Os itens que mais puxaram a alta dos preços foram das categorias "cine e foto" (2,5% de aumento), "linha branca" (2,2%) e "livros" (1,6%).
Outras categorias que tiveram alta de preços, segundo o índice e-Flation, foram "perfumes e cosméticos" (alta de 1,3%), "eletroeletrônicos" (0,7%) e "brinquedos" (0,2%).
Ajudaram a frear a inflação em outubro os itens de "telefonia e celulares" (queda de 2,9%), "CDs e DVDs" (1,6%), "medicamentos" (0,4%), "eletroportáteis" (0,2%) e "informática" (0,1%).
"Por conta da proximidade do Natal, já notamos aumento nos preços, tanto no comércio eletrônico como em lojas físicas. Com isso, a tendência é que, até o final do ano, continuará sendo constatada inflação sazonal em diversas categorias", diz Cláudio Felisoni, presidente do conselho responsável pela pesquisa.
O e-Flation, indicador da FIA (Fundação Instituto de Administração), tem como proposta monitorar as variações dos preços de produtos ofertados on-line, acompanhando as tendências no mercado de consumo pela internet.
A variação de preços é avaliada entre a segunda quinzena do mês anterior à primeira quinzena do mês em referência (no caso do levantamento, entre 16 de setembro e 15 de outubro). Os itens que compõem a cesta de cada uma das categorias são os mais anunciados entre os sites mais procurados --os chamados de "campeões de vendas".
A Royal Society, a instituição científica mais antiga do mundo, disponibilizou nesta semana aos internautas a consulta de seu arquivo histórico, formado por milhares de estudos que, como os de Isaac Newton e Charles Darwin, mudaram o curso da história mundial.
O serviço, gratuito, permite a consulta de mais de 60 mil documentos de três séculos de grandes descobertas e pequenos avanços que foram moldando o atual conhecimento científico, guardados no arquivo da sociedade, homenageada neste ano com o prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.
"Se todos os livros do mundo fossem destruídos e só sobrasse a revista da Royal Society Philosophical Transactions, não seria absurdo dizer que os fundamentos da ciência e do progresso intelectual dos últimos dois séculos estariam salvos", escreveu em 1870 o biólogo Thomas Huxley.
A Royal Society foi a primeira instituição do mundo a lançar, em 1665, uma revista que cumpria os padrões de controle imposto atualmente pelas publicações científicas mais renomadas.
Entre os que passaram por esse crivo estiveram Isaac Newton, que publicou, em 1672, a "A Nova Teoria Sobre Luz e Cores", considerado seu primeiro escrito científico.
A ciência moderna avançou às cegas em seus primeiros passos, um percurso que pode ser acompanhado de perto pelo arquivo da Royal Society.
Seu acervo guarda curiosidades como os escritos do astrônomo francês Adrien Auzout, que no século 17 publicou "The View From the Moon", no qual descrevia o aspecto que o planeta Terra deveria apresentar para "supostos habitantes" da Lua.
A Royal Society se inspirou nas ideias do cientista e filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) para criar uma instituição dedicada a expandir as fronteiras do conhecimento por meio do desenvolvimento da ciência, matemática, engenharia e medicina.
"A abertura do arquivo abre uma janela fascinante à história do progresso científico durante os últimos séculos, o que interessará a todos aqueles que queiram compreender a evolução da ciência", destaca a psicóloga Uta Frith, membro do comitê de bibliotecas da sociedade.
Os membros da Royal Society são escolhidos entre os cientistas que mais se destacam em suas respectivas áreas e, por ela, já passaram Isaac Newton, Charles Darwin, Albert Einstein, James Watson e Stephen Hawking.
Atualmente, a instituição conta com cerca de 1.500 membros, entre eles 75 vencedores de Prêmio Nobel, além de cinco representantes da família real britânica, como a rainha Elizabeth.







