Há cerca de três semanas, o arquiteto da informação Fabian Umpierre assina uma nova revista. A cada manhã, ele recebe a publicação, que sempre trata de temas que lhe interessam. Parece até que ela o conhece. E, de certa forma, conhece mesmo.
Umpierre usa o Editions, app para iPad da AOL que cria uma revista digital personalizada. O gaúcho é parte de uma nova base de leitores que fez dessas publicações mutantes -que se adaptam ao gosto de leitura do freguês- foco de investimentos de provedores de conteúdo.
Na semana passada, a rede de TV CNN anunciou a compra do emergente Zite, um dos aplicativos mais populares da categoria. O valor do negócio não foi revelado oficialmente, mas gira em torno de US$ 25 milhões, segundo o site AllThingsD, do "Wall Street Journal". Um dia após o anúncio, o Zite tornou-se o aplicativo de notícias mais baixado na App Store.
A compra pela CNN ocorre cerca de um mês após o bem-sucedido lançamento do Editions da AOL. O programa ficou entre os mais procurados na App Store, o que rendeu um agradecimento da empresa aos usuários.
A atração pelo formato tem raízes no mesmo modelo que popularizou agregadores de conteúdo como Google Reader -o de poder moldar a internet a interesses pessoais.
"Prefiro o Zite a revistas tradicionais por causa da possibilidade de organizar a minha revista, com temáticas que me interessam", diz a educadora Sônia Bertocchi.
Com as revistas personalizadas, o usuário indica assuntos favoritos, e o aplicativo reúne artigos e posts de diversos blogs e sites numa interface de design similar ao de uma publicação física.
O formato ganhou vida pelo Flipboard, que fez um ano em julho. O aplicativo, que recebeu prêmios de melhor de 2010, também dá cara de revista a posts em redes sociais, como Facebook e Twitter. Segundo a Reuters, foi baixado 3 milhões de vezes. Sua empresa já atraiu US$ 60,5 milhões em investimentos.
DIREITOS AUTORAIS
O principal obstáculo para companhias independentes como a do Flipboard é o uso do conteúdo de terceiros.
Para evitar disputas por direitos autorais, os aplicativos passaram a direcionar os leitores às reportagens nos sites originais, revertendo a audiência ao produtor da notícia.
O próprio Zite enfrentou esse problema em março. Logo após ser lançado, veículos como o "Washington Post" e a Associated Press ameaçaram processar a empresa.
Embora reúna conteúdo de terceiros, a AOL deverá ter menos problema com o Editions, pois ela é dona de uma rede de blogs e sites. O mesmo deve ocorrer com a CNN, em relação ao Zite.
"O Zite pode ajudar a CNN", disse K.C. Estenson, diretor da CNN Digital.
O tablet mais barato do mundo já conta com 300 mil reservas na Índia, que planeja colocá-lo no mercado em dezembro ao equivalente a US$ 60.
Universitários indianos receberam um mês atrás os primeiros modelos dos tablets, chamados Aakash e fabricados pela empresa britânica Datawind, subsidiada pelo governo.
"Não é preciso pagar antecipadamente para reservar um Aakash [céu, em sânscrito]. Um operador vai oferecer a possibilidade de pagar pelo aparelho cerca de US$ 2 por mês", disse o presidente da Datawind, Suneet Singh Tuli, ao jornal local "Times of India".
Tuli revelou à publicação que, em breve, com a tecnologia que a empresa dispõe, "o acesso à internet poderá ser gratuito".
Atraídos pelas características do Aakash, o presidente da companhia antecipou que "os governos de outros países, como México, Sri Lanka, Egito, Tailândia, Brasil e Bangladesh, demonstraram interesse em participar de programas semelhantes ao da Índia".
O aparelho, com peso de 350 gramas, tem tela sensível ao toque de 7 polegadas, roda com sistema operacional Google Android 2.2 e tem conexão Wi-Fi.
Com processador de 366 MHz, o equipamento pode ser usado como livro eletrônico, conta com duas entradas USB e 256 Mbytes de memória.
A HTC apresentou na quinta-feira (1) dois novos modelos de smartphones acionados pelo sistema operacional Windows, da Microsoft, com objetivo de continuar aproveitando a forte demanda por celulares inteligentes no quarto trimestre, inflada pela temporada de festas de fim de ano.
Os novos modelos incluem o Titan, o mais caro da linha da empresa, que utilizará Windows Phone 7,5 e fará da HTC a primeira empresa a lançar o novo sistema operacional no mercado europeu, quando o aparelho chegar às lojas no começo de outubro.
A quinta maior fabricante mundial de celulares inteligentes afirmou estar otimista com final do ano, e antecipou que a demanda dos consumidores por seus aparelhos mais recentes desafia as preocupações macroeconômicas mais amplas, segundo um executivo da companhia.
"Estou confiante quanto ao terceiro trimestre. Antecipamos um quarto trimestre forte," disse Florian Seiche, presidente das operações da HTC na Europa, Oriente Médio e África, à Reuters, durante evento do setor em Berlim.
Seiche disse que a demanda pelos modelos mais recentes continuava firme, apesar de preocupações macroeconômicas e de ciclos de reposição mais longos em alguns países.
Em 29 de julho, a HTC anunciou uma projeção melhor que a esperada para o terceiro trimestre, estimando que as vendas dobrariam ante o mesmo período em 2010, para 13,5 milhões de celulares, com margem bruta de 28%, ante 29% a 30% nos trimestres anteriores.
Analistas afirmam que a HTC precisa de novos mercados para sustentar seu crescimento e terá, novamente, de recorrer à velocidade e inovação que a transformaram em uma marca mundial em apenas cinco anos, e levaram seu valor de mercado a superar o da Nokia este ano.
Relógios "inteligentes" equipados com o sistema operacional Android, do Google, prometem colocar a web nos punhos dos usuários na CES, maior feira de eletrônicos do mundo, em Las Vegas.
A Sony e a jovem empresa italiana im Watch exibiram ao público do grande evento anual da alta tecnologia relógios que utilizam o software da Google para permitir aos usuários checar e-mails, ouvir músicas ou ter acesso a qualquer outro conteúdo online.
O relógio SmartWatch, da Sony, chegará ao mercado no final de março, enquanto o do im Watch foi lançado na quarta-feira no CES.
"Este é o momento adequado para este relógio", disse o cofundador da im Watch, Massimiliano Bertolini, no stand da companhia na feira.
O preço do relógio da im Watch vai dos US$ 350 para os modelos coloridos, com pulseiras de silicone e caixa de alumínio com tela sensível ao toque (touchscreen), aos US$ 15 mil para os de ouro adornados com diamantes, segundo o designer da empresa, Gianluca Negrello.
Com este relógio, os usuários recebem alertas de novas mensagens do Gmail ou de atualizações do Facebook ou do Twitter, e podem acessar álbuns de fotos digitais ou os serviços gratuitos da Google.
Embora não seja possível enviar mensagens a partir do im Watch, o usuário poderá se conectar à loja online da empresa para baixar aplicativos ou música. Também poderá fazer chamadas telefônicas através do produto.
A Sony anunciou no CES que no final de março lançará um SmartWatch touchscreen capaz de se conectar com telefones celulares por meio de Bluetooth.
Haverá aplicativos especiais para o SmartWatch, que terá um preço de US$ 149, indicou a empresa.
A Apple está trabalhando com fornecedores de componentes e sua parceira de produção na Ásia para a fabricação em modo teste a partir de outubro da próxima versão do iPad, publicou o "Wall Street Journal" nesta sexta-feira (19), citando fontes próximas do assunto.
A Apple encomendou componentes como telas e chips para o novo iPad e planeja lançar a nova versão do computador tablet no início de 2012, segundo o diário.
O mercado espera que o novo iPad seja equipado com uma tela de alta resolução de 2048x1536 pixels.
Representantes da Apple não estavam disponíveis para comentar o assunto.







