A publicação de conteúdo via internet e o acesso à informação na web devem ser livres, defendeu Bob Boorstin, diretor de políticas públicas do Google, durante o Google Press Summit 5.0, evento promovido pela empresa até sexta (4) em Santiago (Chile).
Nesse cenário, afirmou o executivo, limites devem ser discutidos "caso a caso".
"Nos EUA, talvez tivesse sido possível evitar um pouco da crise econômica se houvesse mais gente a par do que realmente estava acontecendo no mercado imobiliário [que deu origem à turbulência financeira global de 2008]", disse.
"Quais são os limites [da divulgação de informações]? Isso deve ser analisado caso a caso, para verificar quais são os envolvidos e os efeitos da exposição."
Quanto à cobrança pelo acesso a conteúdo, como o jornalístico, via internet, o executivo disse acreditar na viabilidade de modelos gratuitos, "embora seja preciso encontrar uma forma de dar suporte [financeiro] a essa publicação" -- ainda que não seja cobrando diretamente por ela.
"Nos EUA, por exemplo, talvez seja tarde demais para mudar o modelo, pois as pessoas se acostumaram a ter conteúdo gratuito na web", acrescentou.
A repórter CAROLINA MATOS viajou a convite do Google
A TIM confirmou nesta sexta-feira que vai participar do leilão das frequências da rede 4G, previsto para ocorrer em junho. A tecnologia 4G oferece velocidades até dez vezes maiores para banda larga móvel.
Governo espera "disputa a tapas" em leilão de 4G
Na teleconferência em que divulgou os resultados da companhia no primeiro trimestre, o presidente Luca Luciani afirmou que a TIM já está se preparando para concorrer ao leilão.
Segundo o executivo, a TIM possui 1.000 antenas conectadas em fibra óptica no Rio de Janeiro e em São Paulo. Até o fim do ano, serão 1.800.
Luciani afirmou que o nível de preço base do leilão permite que sejam feitos investimentos após a compra da licença. "O valor da licença deixa espaço para investir depois", disse.
RESULTADOS
A companhia, que detém a segunda maior participação de mercado, teve receitas de R$ 4,4 bilhões entre janeiro e março, um crescimento de 19% em comparação com o mesmo período de 2011.
O lucro líquido no primeiro trimestre cresceu 30%, para R$ 276,4 milhões.
Ao comentar os resultados da companhia, Luca destacou o crescimento dos serviços de internet, nos planos pré e pós-pago. "A internet está explodindo no Brasil", disse Luca.
A TIM encerrou o primeiro trimestre com 67,2 milhões de clientes, sendo que 57,6 milhões são usuários de serviços pré-pago.
A margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia caiu 27,5% no primeiro trimestre de 2011 para 26,2% nos três primeiros meses deste ano, redução explicada pelo crescimento da receita com aparelhos, informou a TIM.
Atualmente a TIM tem a segunda maior participação de mercado de telefonia móvel no Brasil, de 26,8%. A companhia conquistou a posição em agosto do ano passado, ao ultrapassar a Claro, hoje com 24,6%. A líder é a Vivo, com 29,8% dos clientes de telefonia móvel do país.
Em 2011, o uso de banda larga móvel no Brasil teve crescimento de quase 100% --foram 41,1 milhões de acessos, ante 20,6 milhões em 2010, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Huawei e pela consultoria de telecomunicações Teleco.
O crescimento é bem maior do que a média mundial, de 26,2%, de acordo com a UIT (União Internacional de Telecomunicações).
Em janeiro, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uniformizou os critérios para contabilizar os acessos por meio de telefones celulares e modems entre as operadoras, o que levou a um crescimento de 4 milhões no número de acessos à banda larga móvel no país, afirmou Eduardo Tude, presidente da Teleco.
Segundo o estudo, 84% da população brasileira vive em áreas cobertas por banda larga móvel --um aumento de 15,7% em relação a 2010.
O número de municípios no Brasil com acesso à internet rápida móvel chegou a 48,6% no ano passado. Em 2010, eram 23,4%.
A Teleco estima que, neste ano, os acessos à banda larga cheguem a 73 milhões no Brasil, número que deve subir para 124 milhões em 2014.
Hoje, no país, 20,9% das receitas das operadoras provêm de serviços de dados, número menor do que a média no Japão (cerca de 50%), nos EUA (aproximadamente 40%) e na Europa (por volta de 30%).
Ainda de acordo com o "Balanço Huawei da Banda Larga 2011", a banda larga fixa cresceu 19,6% no Brasil em 2011, passando de 13,8 milhões de acessos, em 2010, para 16,5 milhões em 2011.
No ano passado, a porcentagem de municípios brasileiros com disponibilidade de banda larga fixa chegou a 99,8%, ante 81,1% em 2010, segundo o estudo.
A ministra da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda, defendeu na quarta-feira (18) a regulação dos direitos de propriedade intelectual na internet, uma política radicalmente diferente da de seus antecessores, que advogavam pela liberdade na rede na época em que Luiz Inácio Lula da Silva era o presidente.
Feira do Livro de Bogotá tem início com Brasil como convidado de honra
Em entrevista à Agência Efe, Ana de Hollanda expressou sua "enorme preocupação" com a problemática que geram os downloads livres e defendeu a regulação dos direitos de propriedade intelectual, e dotando-os de garantias jurídicas, à semelhança do que fizeram outros países.
A ministra fez essas afirmações em Bogotá, onde esteve presente na abertura ao público da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), que nesta edição tem o Brasil como convidado de honra.
Sua opinião contrasta com a dos dois governos de Lula e vai de encontro à gestão dos ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira.
"Gilberto Gil trabalhava muito por uma internet livre, e eu também trabalho por uma internet livre para aquele que quer depositar sua obra livremente", explicou Ana de Hollanda, em referência aos artistas que voluntariamente usam a rede como meio de difusão.
Ministro da Cultura entre 2003 e 2008, o cantor Gilberto Gil chegou a declarar-se admirador da "cultura hacker", e essa foi a herança deixada para Ana de Hollanda, que se mostrou crítica a algumas ações de seu antecessor.
A atual ministra lembrou que Gilberto Gil "tem sua obra protegida e recebe os pagamentos correspondentes".
O certo é que, desde a chegada de Ana de Hollanda ao governo da presidente Dilma Rousseff, foi promovida uma mudança de rumo nas políticas do ministério.
"O tema está sendo polêmico no mundo inteiro, não só em meu país", explicou a ministra, que se mostrou preocupada com a forma como "está sendo levada a discussão sobre como divulgar a cultura através da internet".
A questão é que são muitas as indústrias envolvidas. "Isso vale para a literatura, a música, o cinema, tudo", indicou, antes de dar ênfase ao cinema.
"A indústria cinematográfica é caríssima e necessita de uma proteção; se se dispõe gratuitamente dela, é pirataria, e com pirataria não se paga ninguém", explicou a ministra, justificando a mudança de rumo de seu ministério.
Com essa mudança de políticas quanto à liberdade na internet, a ministra busca "garantir os direitos de quem cria", garantiu nesta quarta-feira, antes de inaugurar o pavilhão do Brasil na Filbo 2012.
Cinco universidades de prestígio dos Estados Unidos criarão cursos on-line gratuitos para estudantes em todo o mundo por meio de uma nova plataforma de ensino interativo, chamada Coursera, anunciaram os criadores nesta quarta-feira (18).
Os dois fundadores, professores de ciência da computação da Universidade Stanford, também anunciaram que receberam US$ 16 milhões em financiamento de duas empresas de investimento do Vale do Silício.
O Coursera vai oferecer mais de três dezenas de cursos universitários no ano que vem por meio de seu site, sobre assuntos que vão de mitologia grega a neurologia, de cálculo a poesia norte-americana contemporânea. As aulas serão projetadas e ministradas por professores de Stanford, Princeton, Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade da Pensilvânia e Universidade de Michigan.
O Coursera se junta a uma série de projetos on-line ambiciosos que visam tornar o ensino superior mais acessível e barato. Muitos desses empreendimentos, no entanto, simplesmente publicam palestras inteiras na web, sem nenhum componente interativo. Outros se esforçam para criar novas universidades do zero.
Os fundadores Daphne Koller e Andrew Ng afirmam que o Coursera será diferente, pois os professores de escolas de prestígio vão ensinar usando o nome de sua universidade e vão adaptar os seus cursos mais populares para a web, incorporando tarefas e exames a aulas em vídeo, respondendo a perguntas dos alunos em fóruns on-line -- e até mesmo, talvez, trabalhando por meio de videoconferência.
Testes de múltipla escolha e de respostas curtas serão avaliados via computador. O Coursera em breve apresentará um sistema de classificação para avaliar trabalhos mais complexos, tais como ensaios ou algoritmos.
Os estudantes não receberão créditos da faculdade. Mas o Coursera pode oferecer "certificados de conclusão" ou transcrições mediante pagamento de uma taxa. Uma empresa também pode tentar lucrar conectando empregadores com alunos que tenham demonstrado aptidão em uma determinada área, disse uma porta-voz.
As universidades participantes esperam se beneficiar aumentando a sua reputação no exterior, conectando-se com ex-alunos distantes e, quem sabe, trazendo doações de alunos on-line agradecidos.







