P. Sua companhia permite que os funcionários tragam para o escritório seus próprios equipamentos portáteis, como telefones e tablets. Isso quer dizer que você deve se sentir à vontade para usá-los quando considerar adequado?
R. Embora esses equipamentos ajudem a mantê-lo acessível aos colegas e clientes, devem ser usados com discrição e de maneiras que o ajudem em seu trabalho, diz Anna Post, especialista em etiqueta no Instituto Emily Post em Burlington, Vermont. "A ideia que você passa quando está digitando em um dispositivo é que sua atenção está dividida", diz Post.
P. Durante reuniões, você gosta de tomar notas no seu tablet, smartphone ou laptop. Isso é aceitável?
R. Os smartphones e tablets são uma nova presença nas salas de reunião e, diferente dos laptops, eles geralmente são associados a jogos, mensagens e outras atividades não profissionais. Isso pode dar a impressão de que você não está prestando atenção, diz Matt Eventoff, dono da Princeton Public Speaking, uma empresa de treinamento em comunicações em Princeton, Nova Jersey. "Assim que você pegar o dispositivo, diga aos presentes: Eu uso meu iPad ou telefone para tomar notas".
P. Existe algum problema em ler discretamente e-mails ou mensagens de texto pessoais em leitores de equipamentos portáteis enquanto estou no escritório ou entre colegas?
Rachel Weingarten, presidente da Interrobang, uma firma de estratégia de marketing em Nova York.
P. E que tal atender seu celular no local de trabalho?
R. Se você estiver em reunião, atenda somente telefonemas urgentes. Diga aos outros que está esperando uma ligação, coloque seu telefone no vibrador e saia da sala para atendê-lo, disse Eventoff. Não use Bluetooth ou outro fone de ouvido sem fio, diz Mark A. Gilmore, presidente da Wired Integrations, uma consultoria em San Jose, Califórnia.
P. Se você estiver dirigindo uma reunião ou apresentação, como se certificar de que os participantes prestem atenção nos oradores e não em seus telefones?
R. Defina as regras básicas, diz Post. "As boas maneiras realmente estão ligadas às expectativas sociais", diz ela. "E quando você deixa claras essas expectativas é mais fácil levantar uma sobrancelha se alguém pegar um telefone."
P. Embora os equipamentos móveis sejam seus, a rede Wi-Fi que você está usando pertence à companhia, assim como algumas informações que você vê e armazena. Que precauções você deve tomar para proteger sua empresa e a si mesmo caso perca seu telefone ou tablet?
R. Descubra se sua empresa tem uma política de uso para equipamentos móveis. Se não tiver, coloque suas proteções, diz Kieran Norton, gerente de segurança da Deloitte. "Se possível, permita o apagamento automático, assim você poderá eliminar remotamente as informações do dispositivo, se o perder ou ele for roubado.
Em 2011, o uso de banda larga móvel no Brasil teve crescimento de quase 100% --foram 41,1 milhões de acessos, ante 20,6 milhões em 2010, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Huawei e pela consultoria de telecomunicações Teleco.
O crescimento é bem maior do que a média mundial, de 26,2%, de acordo com a UIT (União Internacional de Telecomunicações).
Em janeiro, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uniformizou os critérios para contabilizar os acessos por meio de telefones celulares e modems entre as operadoras, o que levou a um crescimento de 4 milhões no número de acessos à banda larga móvel no país, afirmou Eduardo Tude, presidente da Teleco.
Segundo o estudo, 84% da população brasileira vive em áreas cobertas por banda larga móvel --um aumento de 15,7% em relação a 2010.
O número de municípios no Brasil com acesso à internet rápida móvel chegou a 48,6% no ano passado. Em 2010, eram 23,4%.
A Teleco estima que, neste ano, os acessos à banda larga cheguem a 73 milhões no Brasil, número que deve subir para 124 milhões em 2014.
Hoje, no país, 20,9% das receitas das operadoras provêm de serviços de dados, número menor do que a média no Japão (cerca de 50%), nos EUA (aproximadamente 40%) e na Europa (por volta de 30%).
Ainda de acordo com o "Balanço Huawei da Banda Larga 2011", a banda larga fixa cresceu 19,6% no Brasil em 2011, passando de 13,8 milhões de acessos, em 2010, para 16,5 milhões em 2011.
No ano passado, a porcentagem de municípios brasileiros com disponibilidade de banda larga fixa chegou a 99,8%, ante 81,1% em 2010, segundo o estudo.
Para pagar a conta de luz, o estudante de direito Daniel Barreto, 24, usa o celular. Também recorre ao aparelho para transferir dinheiro e para carregar seu smartphone pré-pago com créditos.
"Não me lembro quando foi a última vez em que fui ao banco para fazer qualquer coisa que não fosse tirar dinheiro. Isso, infelizmente, ainda não dá para fazer pelo celular", brinca.
Daniel começou a usar os serviços de "mobile banking" no ano passado, para checar o saldo de sua conta -operação utilizada, no último trimestre de 2011, por 13% dos brasileiros que possuem um telefone celular. Hoje, no país, são mais de 245 milhões de aparelhos ativos.
No início do mesmo ano, o índice era de 7%, segundo dados divulgados neste mês pela Acision, empresa que faz pesquisas do mercado móvel. Outro estudo, da empresa TNS, diz que, de 2010 para 2011, o uso de serviços bancários pelo celular subiu 110% no Brasil.
Gustavo Roxo, ex-diretor da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e sócio da consultoria global Booz & Company, diz que é provável que esse uso continue, em média, dobrando a cada ano. "As transações feitas por celulares e tablets devem ultrapassar as operações feitas por PCs e notebooks em cinco anos", completa Roxo.
Aplicativos bancários já têm funções que usam o GPS dos telefones para localizar agências ou que reconhecem o código de barras de boletos por meio da câmera. "Em breve não haverá diferença em acessar a sua conta pelo PC ou pelo celular", diz Roxo.
Bancos como o Bradesco e o Itaú ultrapassaram, em 2012, a marca de 1 milhão de aplicativos baixados. Tanto na App Store da Apple como no Google Play (antigo Android Market), dos cinco apps mais baixados na parte gratuita da categoria de finanças, quatro são de bancos.
NÃO TEM PERIGO?
Mas, afinal, informações financeiras inseridas e visualizadas em celulares e tablets estão seguras?
De acordo com Marcos Ferreira, especialista em segurança digital da empresa TrustSign, o mobile banking é até mais seguro do que o internet banking convencional. "No PC, as pessoas estão mais distraídas e executam mais tarefas, abrem mais arquivos. Isso aumenta a chance de existir algum malware que roube seus dados bancários", avalia o técnico.
"Os problemas estão, principalmente, nos sites falsos. Por isso é importante digitar corretamente o endereço de seu banco", diz Ferreira.
"Também é essencial não acessar a conta de redes sem fio abertas, que são menos seguras, e não deixar que o sistema grave suas senhas, para não dar acesso à sua conta caso o aparelho seja perdido", completa Ferreira.
FIQUE ESPERTO
1) Para baixar os aplicativos bancários, acesse a loja de apps em seu smartphone e busque pelo nome de seu banco;
2) Se o banco não tiver um app para seu sistema, acesse o site da instituição no navegador do celular; quase todos têm um site adaptado a dispositivos móveis, em que é possível fazer operações;
3) Alguns bancos pedem que o cliente autorize o uso do celular ou do tablet antes de permitir as operações. Procure pela opção no site ou no caixa de seu banco;
4) Não deixe que sua senha fique armazenada automaticamente no aparelho --em caso de perda ou roubo você pode ter suas informações bancárias comprometidas;
5) Todos os bancos citados acima possuem avisos via SMS, ou seja, você pode receber mensagens sobre as movimentações de sua conta ou sempre que seu cartão for usado.
O portal Terra, do grupo Telefônica Brasil, lançará no próximo domingo, dia 11, uma nova marca para o serviço dedicado de transmissão online de vídeos, buscando aumentar a oferta no segmento para competir com com Netflix, Sky e NetMovies no Brasil.
O Terra já possuía serviço semelhante, o Terra Video Store, mas dessa vez atuará com uma marca nova e mais conteúdo, mirando o crescimento da demanda por transmissão de vídeos e programas de televisão na web, o chamado streaming.
A migração da plataforma online do Terra Video Store para o novo serviço SundayTV já começou e nasce com 500 mil usuários registrados e 75 mil assinantes, segundo nota do Terra enviada à Reuters. Isso representa, segundo a empresa, 50% de participação no mercado brasileiro.
Desde que o Netflix anunciou sua entrada no Brasil, em setembro no ano passado, o mercado de streaming no país tem acelerado. A Sky anunciou seu produto no mês passado, enquanto a NetMovies ampliou os serviços nesta área. A Net também tem um serviço de aluguel remoto.
Mas o Terra também vai buscar atuar internacionalmente, e os serviços também estarão presentes na Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, e deve colidir mais com o Netflix --que tem 23 milhões de assinantes mundialmente, segundo seu site, e ampla presença na América Latina.
Há intenção futura de o Terra de expandir as operações para os mercados dos Estados Unidos e países da Europa.
O preço mensal da SundayTV é igual a de seus concorrentes, saindo cerca de R$ 15, e o serviço terá acervo de mais de 30 mil títulos, com acordo fechado da Warner, Disney, Fox e Sony. Títulos avulsos podem ser adquiridos a parte, por R$ 2,90.
Conhecidas como políticas de retenção, as estratégias usadas para manter os profissionais nas empresas estão ganhando novos formatos. Remuneração atrativa e jornada flexível, por exemplo, deixaram de ser diferenciais.
Segundo pesquisa da consultoria internacional Hay Group, obtida com exclusividade pela Folha, a principal tática para 79,8% das empresas entrevistadas é a promessa de um projeto de desenvolvimento de carreira.
O estudo mostra também que 43% das companhias estão muito preocupadas com as estratégias para manter talentos --que são profissionais qualificados e bem-sucedidos.
É o caso da Nestlé. Para segurar 1.140 líderes, a multinacional alimentícia periodicamente traça um mapa do risco de cada profissional dar um adeus definitivo à companhia e trocar de emprego.
No estudo, elaborado pelo setor de RH com o gestor direto do funcionário, são analisadas as possibilidades de ele receber proposta de outra empresa e de estar infeliz e estagnado profissionalmente.
A estratégia de retenção tornou-se importante "porque a empresa contrata líderes com perfis diferentes", avalia Lucimar Lencioni, gerente de desenvolvimento de carreiras da Nestlé.
Há 20 anos na multinacional alimentícia, o gerente executivo Marcus Dambrosio, 42, é um desses profissionais identificados pelo RH.
Na empresa desde 1992, ele diz ter recebido propostas de emprego e recusado todas. "Nem ouvi o que as empresas tinham a me oferecer", frisa.
PROPOSTAS
Como Dambrosio, Vagner Pin, 42, diretor comercial da Pfizer, afirma ter recusado mais de 50 convites de trabalho nos 16 anos em que está na farmacêutica. "A cada nova fase profissional, tenho uma meta diferente."
Diante da disputa por talentos pelo mercado de trabalho, elaborar estratégias de retenção com base no perfil dos assediados virou chave para barrar a concorrência. Neste cenário, as empresas passaram a ouvir a opinião de funcionários sobre suas funções e sobre a companhia antes de criarem as táticas.
Foi o que fez a farmacêutica Roche. Para demonstrar ao profissional que ele faz parte do time, projetos relacionados à visão da organização são avaliados por grupo de funcionários. "A empresa ganhou a cara da nossa equipe", diz a diretora de RH Denise Horato.







